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Sobre a cidade de Marabá

       

                               

Brasão oficial do Município                     Bandeira do Municípo             

 

Marabá é um município brasileiro situado no interior do estado do Pará, com uma área de 15.092,268 km2.

Pertencente à mesorregião do Sudeste Paraense e à microrregião homônima, está a sul da capital do estado distando desta cerca de 485 quilômetros. Sua localização tem por referência, o ponto de encontro entre dois grandes rios, Tocantins e Itacaiunas, formando uma espécie de "y" no seio da cidade, vista de cima. É formada basicamente por seis distritos urbanos interligados por rodovias.

 

O povoamento da região de Marabá se deu nos fins do século XIX, com a chegada de imigrantes goianos e maranhenses. A emancipação municipal ocorreu em 1913, com seu desmembramento do município de Baião. O desenvolvimento do município durante um grande período foi dado pelo extrativismo vegetal, mas com a descoberta da Província Mineral de Carajás, Marabá se desenvolveu muito rapidamente, tornando-se um município com forte vocação industrial, agrícola e comercial. Hoje Marabá é interligada por três rodovias ao território nacional (BR-222, BR-230 e a PA-150), por via aérea, ferroviária e fluvial.

 

Atualmente o município é o quarto mais populoso do Pará, contando com aproximadamente 262.085 mil habitantes segundo estimativa do IBGE/2015, e com o 4º maior PIB do estado, com 4.423.290, 222 mil, o seu IDH-M é 0,668, sendo considerado médio pelo PNUD/2010 e sua renda per capita em 2008 era de 17.974,31. É o principal centro socioeconômico do sudeste paraense e uma das cidades mais dinâmicas do Brasil.

 

Marabá tem como característica sua grande miscigenação de pessoas e culturas, que faz jus ao significado popular do seu nome: "filho da mistura". A cidade também é conhecida como Cidade Poema, pois seu nome foi inspirado no poema Marabá do escritor Gonçalves Dias.

 

Os primeiros a participarem da formação do povoado de Marabá, no final do século XIX (1892), foram chefes políticos foragidos de guerrilhas que tinham como palco o norte de Goiás, mais precisamente a cidade de Boa Vista.

 

O pioneiro Carlos Gomes Leitão, acompanhado de seus familiares e auxiliares de trabalho, deslocou-se para o sudeste do Pará, estabelecendo seu primeiro acampamento em localidade situada em terras margeadas pela confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas. Fixando-se em definitivo, depois de um ano de observações, na margem esquerda do Tocantins, cerca de 10km rio abaixo do outro acampamento, em local a que denominou Burgo. Do ponto em que se instalara começou a abrir caminho mata a dentro a procura de campos naturais que servissem para criação de bovinos. Em uma dessas incursões, um de seus trabalhadores desferiu um tiro casual em certa árvore ate então desconhecida, cujo tiro fê-la derramar em abundancia um liquido leitoso, que, certo tempo após tocar o solo, coagulou-se espontaneamente. Em 1894, o imigrante goiano segui para a capital da província para ter reunião com o então presidente do Grão-Pará, José Paes de Carvalho, a quem solicitou colaboração, visto a necessidade de se colonizar o Sul da província, tendo sido contemplado com 6 contos de reis em dinheiro e estoque de medicamentos que seriam particularmente empregados no combate à malária e outras doenças tropicais. Feliz por ter conseguido seu intento de ajuda e por terem os testes do leite vegetal endurecido comprovado que se tratara de legítima borracha de caucho, Leitão, de volta ao Burgo, difundiu a informação a todos da pequena colônia. No ano seguinte começavam a chegar as primeiras levas de pessoal para extração do caucho.

 

Residente na maranhense cidade de Grajaú, o comerciante Francisco Coelho, ao visitar em 1898 os locais de extração do caucho, se impressionou com o volume de dinheiro que já circulava entre as mãos dos patrões e extratores, bem como tomou conhecimento das queixas quanto a inexistência de estabelecimentos comerciais que fornecessem gêneros alimentícios de primeira necessidade e em quantidades suficientes. Coelho retornou a Grajaú e tão logo providenciou a transferência de seu comercio para a foz do Itacaiúnas, onde à frente de sua nova loja levantou uma placa onde lia-se "Casa Marabá". Reforçou seu estoque com mercadorias imprescindíveis e, por tanto, vendáveis. em 1899, quando o empreendimento de Francisco Coelho já se beneficiava de do grande movimento advindo da exploração da goma elástica no vale do Itacaiúnas, novas legiões de patrões e extratores de caucho chegavam para se somar ao já grande contingente envolvido naquela atividade, entre os quais citemos: Raimundo Maravilha, Capitão da Guarda Nacional e piauiense de Floriano, que levantou seu barracão no local por ele batizado de Seco Grande; Messias José de Souza, Coronel da mesma Guarda e maranhense de Carolina, que se estabeleceu em terras que alcunhou de Quindangues; Major Cândido Raposo, maranhense de Pastos Bons; Major Quirino de Souza, baiano de Ilhéus; Coronel Antônio da Rocha Maia, de Carolina; os irmãos Afro e Antonio Sampaio, Pedro e Melquíades Fontenele, de Grajaú; Coronel Atanázio Gomes Leitão, sobrinho do pioneiro e, como ele, goiano de Boa Vista.

 

Em 18 de setembro de 1904 apareceu ao próspero comerciante, quando este se achava em plena atividade, um caucheiro oferecendo um rifle 44 usado, já que lhe era habitual adquirir armas de fogo de segunda mão. Querendo testar a qualidade do engenho, Coelho,ao manobrá-lo, atingiu acidentalmente o dedo maior de seu pé direito, de onde se disseminou uma infecção. Passados nove dias de penosas tentativas de cura, veio a falecer em 26 de setembro ante a ação fulminante da infecção, acontecimento que deixou a grande maioria dos moradores, que o tinham em grande estima, intensamente surpresa e penalizada.

 

Durante o restante da década era cada vez mais crescente o número de caucheiros em Marabá e regiões vizinhas. Tendo o vilarejo ocupado uma posição econômica de destaque e contando já com cerca de 1500 habitantes. Eram também constantes os conflitos com nativos (índios) da região à medida que os caucheiros iam adentrando a selva amazônica a procura de novas reservas.

 

Diversas e sucessivas reuniões das lideranças da futura “capital da castanha” foram realizadas para se cogitar o seu desmembramento de São João e Baião e sua emancipação administrativa, nas quais estiveram presentes Alfredo Monção, Antônio da Rocha Maia, João Abade, Martim Mota da Silveira e outros.

 

Não obstante tivesse apoio da população, a iniciativa, num primeiro momento, foi rechaçada pelo Governo do Pará. Entrementes, porém, o advogado provisionado João Parsondas de Carvalho, após rápida passagem por Marabá, retornava à Goiás sugerindo aos seus governantes que o povoado paraense fosse anexado àquele Estado.

 

Não foi outra a razão que motivou a edição, pelo Governador Enéas Martins, em 27 de fevereiro de 1913, da Lei Nº. 1278, que criou o Municio de Marabá, mal tinha aquela autoridade tomado posse de seu cargo, o que ocorreu no dia primeiro do mencionado mês.

 

O evento formal que simbolizou a instalação do município, contudo, aconteceu no dia 5 de abril daquele ano, conforme consta na Ata lavrada naquela data pelo Tenente Raymundo Nonato Gaspar, Secretário da Solenidade.

O primeiro Intendente Municipal, cargo à época correspondente ao de prefeito, foi o Coronel Antonio da Rocha Maia, escolhido e nomeado na data de cerimônia de instalação.

Muito embora constituísse a sede do recém-criado Município, Marabá permaneceu na condição de Vila por mais de 10 anos, tendo sido alcançada a categoria de cidade em 27 de outubro de 1924.

Várias transformações socioeconômicas foram verificadas, com destaque a energia elétrica, que em 1929 foi inaugurada, e iluminava a cidade por meio de uma usina à lenha. A cidade de Marabá foi uma das primeiras na Amazônia a dispor deste serviço.

 O ano de 1960 marca a primeira mudança no perfil econômico da região. A construção da rodovia BR-010 (Belém-Brasília) durante o governo JK diminui a dependência exclusiva que Marabá tinha para com Belém. As transações comerciais da região começaram a ser feitas também por Imperatriz. Os guerrilheiros, que chegaram a região a partir de 1962, utilizavam Marabá como base de apoio, se instalando em vilarejos próximos. O governo militar se atentando a isto, instalou a partir de 1971 seu centro de operações contraguerrilha em Marabá. Junto com a montagem do centro contraguerrilha, o governo montou estruturas logísticas (estradas e aeroportos), e centros de inteligência em Marabá e em Xambioá. E ainda, como parte do projeto de inserção das companhias militares entre a população, o governo trouxe á região assistência social por parte do Estado, que neste período era muito efêmera em Marabá. A guerrilha comunista em menor número e mal preparada, foi derrotada pelas tropas federais, tendo a maioria de seus membros morta ou capturada. Depois de capturados, os combatentes comunistas eram trazidos até Marabá, onde eram interrogados e torturados nos centros de tortura secretos que haviam no município. O mais famoso dos centros de tortura foi a Casa Azul (hoje sede regional do DNIT). Mais de cinquenta combatentes comunistas são considerados ainda hoje como desaparecidos políticos.

 A mudança estrutural maior no entanto, acontece entre 1969 e 1971. Em 1969, com a abertura da PA-70 (atualmente um trecho da BR-222), Marabá é ligada à Rodovia Belém-Brasília. A implantação de infra-estrutura rodoviária fez parte da estratégia do governo federal de integrar a região ao resto do país. Em 1970 foi criado o Programa de Integração Nacional (PIN) que, dentre outras medidas, previa a construção da rodovia Transamazônica, cujo primeiro trecho foi inaugurado em 1971, juntamente com a criação de um posto do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em Marabá.

Em 1980 a cidade é assolada pela maior enchente da sua história, o Rio Tocantins sobe 17,42 metros. Em consequência disto há uma reformulação no planejamento, sobre crescimento e expansão urbana da cidade. Em 1984, entra em funcionamento a Estrada de Ferro Carajás, e em 1988 dá início aos preparativos para a instalação de indústrias siderúrgicas, para produção de ferro-gusa, negócio que veio trazer grandes benefícios econômicos para o município.

Em 1985 Marabá deixa de ser área de Segurança Nacional e na eleição para prefeito - a primeira eleição direta realizada sob a égide da Nova República - Hamilton Bezerra (PMDB) derrota Vavá Mutran (PDS), cessando uma longa hegemonia na política local, da chamada "oligarquia da castanha". Tal fato aconteceu devido o apoio de boa parte das lideranças camponesas, do então governador Jader Barbalho e de movimentos sociais.

Em 1987 ocorreu um conflito que ficou conhecido como o Massacre de São Bonifácio ou Guerra da Ponte. A peleja ocorreu entre os garimpeiros de Serra Pelada e a Polícia Militar do Pará com o auxílio do Exército Brasileiro. A manifestação que gerou o massacre, bloqueou o acesso à Ponte Mista de Marabá e pedia a reabertura de Serra Pelada com o rebaixamento da cava do garimpo. O governo informou inicialmente que duas pessoas morreram, depois acresceu esse número para nove, contudo há registros que constam que houve setenta e nove (79) garimpeiros desaparecidos em decorrência do conflito, no entanto, por parte das tropas da Polícia e do Exército não houve registros de baixas. Tal episódio tem características muito semelhantes aos do Massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, contudo este ocorreu nove anos antes, na ponte sobre o Rio Tocantins.

Em 5 de abril de 1990 é promulgada a Lei Orgânica do município de Marabá. A população do município aumentou significativamente durante a década de 1990, e em meados de 1998 o número de habitantes fixos alcançava 157.884, no ano seguinte, a cidade, se firma como a sede de grandes eventos de repercussão nacional.

Em consequência de diversas reformas no campo econômico o município, durante os anos de 1998 até 2010, recebeu uma grande massa de investimentos, que culminou no fato da cidade ter se tornado um pólo industrial metal-mecânico. A população atual está em torno de 238.708 habitantes, segundo as estimativas oficiais, e o crescimento desses números é inevitável, já que a cidade está em processo de desenvolvimento acelerado e recebe muitas pessoas vindas de outras localidades.

Entre as décadas de 1990 e 2000, o município de Marabá e sua região de entorno ficam conhecidos por seus crimes relacionados á questão latifundiária. Neste período há uma explosão demográfica muito grande nesta região, causada principalmente pela grande demanda de mão-de-obra, não acompanhadas de políticas estatais de contenção demográfica e qualificação do trabalhador. A mão-de-obra não-qualificada acabava sendo deslocada para a zona rural, que aliada as questões de irregularidades fundiárias existentes desde a década de 1970, acabavam por aumentar as tensões no meio rural. Tais tensões no campo culminaram em assassinatos de sindicalistas, camponeses, líderes religiosos e políticos.

Em 2011, Marabá participou ativamente com todo o sudeste paraense da consulta plebiscitária que definiu sobre a divisão do estado do Pará. Marabá se firmou durante o processo como o centro de discussões na região sobre o projeto de divisão, por ser a virtual candidata a ser capital do estado do Carajás. A consulta plebiscitária ocorreu no dia 11 de dezembro de 2011, tendo em Marabá, 93,26% dos votos foram favoráveis à criação de Carajás e 92,93% a favor da criação de Tapajós (proposta de unidade federativa).

 
Transportes
 
Marabá tem uma razoável malha rodoferroviária que a liga a várias cidades do interior paraense e até a capital. Marabá é servida pelo Aeroporto João Correa da Rocha, que fica em Marabá, sendo um dos mais movimentados do Norte. Atualmente a frota de veículos em Marabá é de 47.898, sendo 14.008 automóveis, 2.862 caminhões, 355 caminhões-tratores, 4.808 caminhonetes, 20.060 motos, 345 ônibus e apenas 3 tratores agrícolas. As rodovias Transamazônica, BR-222 e Paulo Fontelles passam pela área do município de Marabá, entretanto as três rodovias são muito requisitadas, causando muito trânsito e transtornos aos motoristas.
 
Transporte aeroviário
Marabá conta com um aeroporto comercial em seu território, o Aeroporto João Correa da Rocha, a 6,5 km da Avenida VP-8 (centro da cidade), no distrito urbano Cidade Nova, atendendo a toda região com voos diários para Belém, Brasília e outros destinos. Além do Aeroporto João Correa, localiza-se a cerca de 320 km da cidade o Aeroporto de Carajás, localizado no município de Parauapebas, sudeste do Pará.
 
Rodovias e Vias públicas
Os principais acessos a outras cidades em Marabá são as BR-155, BR-230 e BR-153, que a ligam a todo o Brasil, e também à rodovia estadual PA-150 (Rodovia Paulo Fontelles). Outro acesso de Marabá é feito pela rodovia BR-222, que liga a cidade a Região Nordeste do Brasil. A Avenida VP-8 interliga as rodovias da cidade e as regiões centrais à periferia.Assim como outras vias importantes como a Avenida Antônio Vilhena a Avenida Nagib Mutran e a Avenida Antônio Maia que é a principal avenida do centro da cidade.
 
Transporte coletivo
Marabá possui cerca de 20 linhas de ônibus circulares que levam a praticamente todos os bairros da cidade. O valor da tarifa do ônibus circular é R$ 3,00. Os principais problemas no transporte coletivo de Marabá são crônicos, a demora dos ônibus, a lotação e o sucateamento da frota, resultam em um grande número de usuários e o pequeno número de veículos circulantes na cidade.
 
Transporte ferroviário
Marabá é atravessada pela Estrada de Ferro Carajás, que liga a Serra dos Carajás ao Porto de Itaqui no Maranhão sendo utilizada para o transporte de passageiros e minérios (principalmente o minério de ferro). A Estação Ferroviária de Marabá fica próxima à BR-155. Essa Ferrovia atualmente está concedida à Vale, e está em fase de duplicação. O transporte de passageiros liga as cidades de Parauapebas à São Luís, sendo de grande importância para a cidade por se tratar de um transporte seguro e mais barato que a opção rodoviária.

 

 

Clicando no link abaixo você fará o download sobre o "Censo Demográfico 2010: Resultados da Amostra - Pessoas com Deficiência", extraído do IBGE.

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(este arquivo abrirá no editor de planilhas Excel).

 

 

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